A Telite criou um modelo de telha que utiliza grafeno e é capaz de gerar energia solar. Essas telhas podem gerar até 30 kW mês por unidade, com apenas 4 telhas a residência pode ser autossuficiente.

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Foto: Leonardo Retto, da Telite O investimento é somente 35% superior ao da telha colonial plástica comum. O excedente de energia eventualmente gerado pode ser vendido para as para as concessionárias de energia. A tecnologia de grafeno pode ser utilizada em qualquer telha, levando energia elétrica de forma acessível, rápida e inteligente, mesmo com tempo nublado ou chuvoso. Fundada em 2011, a empresa ainda tem de superar obstáculos como o atendimento ao cliente, mas projeta faturamento de R$ 50 milhões em 2021. Reciclar plástico e transformá-lo em telhas para casas. Essa é a proposta da Telite, empresa fundada em 2011 por Leonardo Retto e que atua no interior do Rio de Janeiro. Hoje, a Telite vende cerca de 25.000 telhas por mês, a um preço médio de 80 reais em 2017, a quantidade mensal de vendas era de 5.000. Com foco em tecnologia e sustentabilidade, a empresa estima faturar 50 milhões de reais em 2021, 12 milhões a mais do que no último ano, por causa de um novo produto: telhas de plástico reciclado, capazes de gerar energia solar.

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Leonardo Retto, da Telite: telhas feitas com embalagens descartadas pelo varejo renderam faturamento de R$ 70 milhões (Foto: Marcelo Correa) A Telite, empresa de Leonardo Retto, começou em 2013 como um negócio familiar. Por se tratar de uma cidade no interior do Rio de Janeiro, os limites de crédito eram baixos e logo o empresário sentiu a necessidade de buscar investidores. Após encerrar as operações em uma fábrica de telhas de fibra de vidro, que havia fundado com seu pai, Retto passou a estudar sobre inovação e sustentabilidade. Suas pesquisas o levaram à elaboração de um produto fabricado a partir de insumos descartáveis, que entram em um processo de reciclagem, como garrafas, embalagens e diversas variedades de materiais plásticos. No mesmo ano, a companhia recebeu um aporte financeiro de R$ 700 mil feito por acionistas da Gávea Angels. Em seguida, iniciou o processo de produção da telha colonial plástica, que utiliza 100% de resíduos plásticos retirados do meio ambiente, cerca de 150 toneladas por mês. A telha é desenvolvida em PEAD, polietileno de alta densidade que é um polímero da família das poliolefinas. Devido às suas propriedades mecânicas e térmicas, esse material atende segmentos de infraestrutura com alta durabilidade e facilidade na instalação.

Fonte: ipesi.com.br | exame.com

 

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